'Tráfico' quebra quarta parede e convida público a tocar no ator

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A mais recente montagem brasileira de "Tráfico" abdica de qualquer artifício para expor sua própria mecânica. Assim que Robson Torinni sobe ao palco e anuncia a divisão da peça em três atos, estabelece-se um pacto de transparência que norteia toda a encenação. O texto de Sergio Blanco habita zonas de constante indistinção, onde a transição de Alex - de garoto de programa a assassino de aluguel - ocorre sem sobressaltos dramáticos, narrada com a mesma secura e entonação de quem descreve uma escala rotineira de trabalho. Leia mais (04/28/2026 - 11h00)