EUA prendem soldado envolvido na captura de Maduro que apostou na operação e ganhou R$ 2 milhões, diz TV

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulga foto de Nicolás Maduro após captura do líder venezuelano no dia 4 de janeiro de 2026 Reprodução Um soldado das forças especiais dos EUA, que participou da captura de Nicolás Maduro, foi preso por autoridades federais nesta quinta-feira sob a acusação de lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) em apostas na destituição do líder venezuelano plataforma Polymarket, segundo a rede de TV ABC News. Segundo fontes ligadas ao Departamento de Justiça dos EUA, investigadores apontam que o militar utilizou informações privilegiadas para apostar US$ 33 mil apenas algumas horas antes do anúncio oficial da prisão de Maduro pelo presidente Donald Trump, em janeiro. A movimentação atípica gerou suspeitas imediatas no mercado de previsões, resultando em uma investigação de meses que culminou na detenção do comando por uso de dados sigilosos para ganhos financeiros. Leia mais: As suspeitas em torno de aposta que ganhou quase meio milhão de dólares com prisão de Maduro Veja os vídeos que estão em alta no g1 A ABC News procurou representantes do Departamento de Justiça, mas eles não comentaram a apuração. O nome do soldado não foi divulgado. ➡️ O ganho ocorreu porque ele comprou os contratos quando eles ainda estavam muito baratos, antes da divulgação da operação militar dos Estados Unidos que levou à prisão do líder venezuelano. Após a divulgação da operação militar dos Estados Unidos e da prisão de Maduro, o preço dos contratos subiu rapidamente. Com isso, o valor da posição do investidor aumentou de forma expressiva, gerando um lucro estimado em US$ 410 mil, segundo dados da Polymarket. A valorização ocorreu porque esses contratos pagam US$ 1 quando o evento previsto se confirma. Quem compra quando o preço está baixo e acerta o resultado obtém um retorno elevado em pouco tempo. Foi o que aconteceu neste caso, já que o investidor entrou antes da notícia se tornar pública. Os registros da Polymarket mostram que a conta anônima foi criada no mês passado. Em 27 de dezembro, o investidor comprou contratos no valor de US$ 96 que renderiam lucro caso os EUA realizassem uma operação militar na Venezuela até 31 de janeiro. Nos dias seguintes, ele fez novas apostas do mesmo tipo, sempre quando os preços ainda estavam baixos. Mercados de previsão como a Polymarket funcionam com contratos simples de “sim” ou “não”. Os usuários apostam em eventos ligados a esportes, entretenimento, política e economia. Quando o evento acontece, o contrato paga US$ 1. Caso contrário, perde o valor.