Empreendedora baiana entra no clima da Copa do Mundo e cria acarajé verde e amarelo
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Empreendedora baiana entra no clima da Copa e cria acarajé verde e amarelo Uma empreendedora entrou no clima da Copa do Mundo e criou um acarajé verde e amarelo em Salvador. A novidade foi divulgada nas redes sociais na terça-feira (2), a 11 dias da estreia da Seleção Brasileira na disputa pela taça. Adriana Ferreira, do Acarajé da Drica, trabalha há 20 anos na área e é conhecida por criar outras variantes do quitute. Entre elas, o acarajé rosa para a estreia do filme da boneca Barbie, o acarajé servido em uma barca de sushi e o ovo da Páscoa feito de acarajé. Desta vez, a baiana usou corante de bolo para homenagear as cores da bandeira do Brasil, mas garantiu que a alteração na receita não mudou o sabor do acarajé. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Em entrevista ao g1, Adriana destacou também que, apesar da iniciativa, o quitute não foi feito para ser vendido e, por isso, não foi estipulado um valor de comercialização. O intuito foi atrair clientes para o sabor tradicional. Empreendedora baiana entra no clima da Copa do Mundo e cria acarajé verde e amarelo Arquivo Pessoal Nas redes sociais, clientes da empreendedora reagiram à novidade com humor. "Agora o hexa vem!", escreveu uma seguidora do Acarajé da Drica. "Já quero!", comentou outro. Mas também teve quem criticasse a ideia. "O problema não é a tinta. É o deboche com o sagrado", disse um internauta. "Acarajé é um patrimônio cultural e imaterial. Isso nunca será homenagem", destacou outro. As criações de Adriana já foram alvo de polêmica entre as baianas de acarajé, que defendem o quitute tradicional. Ao g1, Adriana disse não se incomodar com as críticas. "Quem tem a sua tradição pode continuar sem se ofender com quem faz expandir de outras formas". Tradicional da cultura afro-brasileira, o acarajé desembarcou no Brasil junto com as pessoas escravizadas que foram retiradas do Golfo do Benim, na África Ocidental. Transmitida oralmente ao longo dos séculos por sucessivas gerações, o bolinho feito de feijão fradinho frito no azeite de dendê, era comercializado no período colonial por mulheres escravizadas ou libertas, proporcionando a elas a sobrevivência após a abolição da escravatura. Séculos depois, o ofício ganhou reconhecimento com o Dia Nacional da Baiana do Acarajé, comemorado em 25 de novembro, e, desde 2017, a profissão foi incluída na lista de Classificação Brasileira de Ocupações. LEIA MAIS: Associação de Baianas desaprova 'acarajé do amor' e defende tradição 'sem surfar em influências contemporâneas' Historiador e antropólogo da BA explicam por que acarajé pode ser reconhecido como patrimônio histórico cultural de outro estado Memorial das Baianas de Acarajé, no Centro Histórico de Salvador, é entregue após passar por obras de revitalização Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻