Cinquenta anos depois, 'Gota d'Água' permanece como ferida exposta do país

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Vinte anos após ser consagrada pelo papel, Georgette Fadel retorna à pele de Joana em uma atuação que desafia as leis do tempo e da memória. No palco do Teatro Anchieta, sua presença é simplesmente arrebatadora, conduzindo a montagem com uma maestria que transcende a mera interpretação para se tornar uma possessão ética. Georgette ocupa o silêncio com uma densidade ríspida, onde o tremor contido das mãos e a rigidez dos ombros narram o que as palavras - ditas com uma voz grave e modulada como um instrumento - mal dão conta de expressar. Sua Joana é uma força em colisão com o presente, interpretada com uma sobriedade que recusa a piedade para ser barreira frente ao cinismo contemporâneo. Leia mais (04/23/2026 - 11h00)